quarta-feira, 11 de junho de 2014

Não sou estepe de ninguém

E naquele momento eu podia jurar que era para sempre. Não poderia estar mais enganada. 

Foi assim por muito tempo... eu acompanhei, cuidei, aconcelhi, mas não percebi que era apenas por conveniência. Não percebi que era uma estrada de mão única em que apenas um dirigia com atenção, se doava, sabia as regras de trânsito e respeitava os pasageiros e pedestres. Apenas um motorista e o outro por conveniência, sentado no banco do pasageiro dando apenas o superficial, enquanto eu dava o mais profundo de minhas emoções.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Alguém para admirar

Se vestiu como poucas vezes fez antes. Pensou em passar um batom, mas um batom estragaria tudo. Um gloss resolveu o problema. Não havia nada de extravagante, exceto o fato de que estava se achando linda. Pronta para ser admirada. Mas não havia quem admirasse.

Calçou o par de saltos mais confortáveis e colocou a melhor roupa que uma mulher pode usar: auto-confiança e amor próprio. Andou calmamente. Desfilou pelas lojas do shopping, encontrou com um amigo. Foram ao cinema. Mas faltava algo. Alguém para admirar.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Onde se perdeu?

A vista de sua janela era linda, mas aquela beleza não chegava ao seu coração. Tinha sérias escolhas a fazer. Na verdade, já as havia feito, mas não sabia como colocar em prática. Para pessoas comuns é tudo tão simples. É só apertar um botão delete e recomeçar, ou continuar. Para ela era muito mais que aquilo....era enfrentar a culpa e a acusação que moravam dentro de si mesma e dentro dos outros.

domingo, 22 de dezembro de 2013

A vida é uma dança

Tenho muita coisa pra viver, muita vida pra escrever. Linhas imaginárias que se formam em meu ser. Não posso parar agora. Sei que não devo parar, pois a vida gira numa roda, uma roda que gira sem cessar. Mas a vontade de desistir não vai embora.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Terreno das emoções

É um terreno estranho e delicado. Quanto mais se anda, mais se corre o risco de cair. E quanto mais caminha nele, mais longe fica de chegar a algum lugar. Parece gelo fino, não se sabe onde pisar e qualquer passo mais firme pode fazer o gelo quebrar e a pessoa despenca em queda livro rumo a água veloz e gelada.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A procura de um lar

Desejava proteção! Ansiava por proteção. Por todos os caminhos tortos que seguiu, buscava apenas um lar para chamar de seu. A proteção e o abrigo que nunca encontrou abaixo do teto familiar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Os Trilhos do trem

Era estranho o Sol brilhar de forma tão intensa em um dia como aquele. Seus raios iluminando os lugares mais distantes, dando um toque belo e alegre àquele dia. Um amanhecer tão bonito é quase uma ofensa.

As plantas também pareciam estar mais bonitas e viçosas. Pequenas moitas com flores minusculas ornavam o lugar como se não se importassem com a intensa movimentação ao seu redor. Era quase como se gostassem de tanta agitação. Envolvento os pedaços de madeira, sobrepostos sobre as barras de ferro, grama verde crescia bela e forte e não reparava no liquido viscoso que enxarcava o cascalho e a terra abaixo.

domingo, 18 de agosto de 2013

Dobrando emoções

Surge como se nada fosse. Como se fosse um músculo involuntário, alterando o ritmo interno. Com o tempo tomou conta e já não sabia mais o que era real ou não. Simplesmente acontecia. Esticava as mãos e sentia percorrer na ponta dos dedos um formigamento estranho e, então, acontecia!

Podia chamar de mágica, mas como não acreditava em magia, bruxos, fadas e afins, começou a negar esse fato e o ignorou por anos até que já não podia mais esconder.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O quê?!

- Não preciso da tua opinião! Eu sei errar sozinha!
- Não desliga esse telefone Helô! Se tu tem amor a tua vida, tu vai me ouvir até o final!
- Não Katia, eu não vou. Tudo tem um limite e a minha paciência já era contigo, entendeu?! Me deixa em paz! Pega tua opinião e guarda. Quando eu quiser, eu pergunto de ti!

sábado, 10 de agosto de 2013

Me diz uma coisa...

Me diz uma coisa, você se sente culpada quando come demais? Porque eu me sinto!

Cara é uma sensação terrível essa. Comer...se sentir feliz enquanto come, e depois vem a culpa e a vontade de chorar. Assim, não é sempre, é só quando como demais, muita besteria, sabe?

Nem sei se você consegue entender o que tou falando. Mas, caraaaa, como gostaria que você falasse. Ia ser tão fácil pra mim!

sábado, 29 de junho de 2013

Me empresta seu pai?!

- Que é isso cara? Nunca vi ninguém fazer uma pergunta dessas!

Disse Danilo para o melhor amigo. Fazia um bom tempo que André andava cabisbaixo, pensativo, mas Danilo não entendia o porque.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Da imaginação a Fantasia


 ...E as palavras se transformavam em imagens diante de meus olhos. Piscava, piscava e não acreditava no que via. Cores intensas e vividas dançavam ao meu redor. A brisa suave carregava o cheiro da primavera, enquanto envolvia meus cabelos com pequenos grânulos de polem amarelo.

sábado, 15 de junho de 2013

Avada Kedavra

Segurou a varinha feita com madeira de um antigo carvalho celta. Manejou-a de um lado para ou outro, sentindo seu peso e encaixe em sua mão. Dizem que a varinha escolhe seu mestre, seria diferente com ele?

domingo, 19 de maio de 2013

Quanto vale uma amizade?


Quanto vale as horas de sorrisos e lágrimas juntos? E os dias passados entre brincadeiras e discussões tolas? Foi o que Fabrício se perguntou aquela manhã, sentado com uma revista na mão à espera de uma resposta que mudaria sua vida.

Na noite anterior, ele e Bruno tinham tido uma briga ridícula sobre uma garota que ambos estavam afim: Bruno queria algo sério, sentia que poderia ter um relacionamento forte e Fabrício, bom, Fabrício era o pegador do bairro, garotas eram apenas deliciosos troféus. Eles haviam discutido porque disputavam a mesma menina. Nenhum dos dois sabia o que aconteceria naquela madrugada.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Caixa de Sonhos

Colocou os sonhos numa caixa. Um por um os empacotou. Lacrou com fita adesiva e deixou-a esquecida no fundo do guarda-roupa. Os dias passaram e a pequena bailarina que sonhava em ser atriz, ou princesa, (quem sabe as duas coisas) cresceu!

As apresentações ficaram para trás As sapatilhas, dependuradas em um suporte na parede do quarto que já não é mais cor de rosa. As delicadas sandálias cor de pêssego e os laços no cabelo deram espaço aos tênis all star e a tinta azul. Com o tempo, os tênis surrados foram para lata de lixo, substituídos por saltos e bolsas de couro. A tinta azul foi substituída por longos cachos cor de mel (cor natural dela). E a caixa permaneceu lacrada.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Hot Chocolat

Havia neve lá fora. Não havia percebido quando começara, viu apenas os montes brancos amontoados pelo chão e sentiu as estalactites crescendo no centro de seu peito. Nem sabia ao certo se já era inverno. Fora trancada por tanto tempo dentro de si mesma, em seu sentimento egoísta de solidão, que contar os dias era mera bajulação.

sábado, 20 de abril de 2013

O mundo destruído é seu

Sabe quando você fica com tanta raiva que nem consegue chorar?

É como um turbilhão de sentimentos horríveis girando dentro de você, bagunçando a mente e o coração O pior é quando o turbilhão explode. É como se fosse um funil, um tufão girando em seu próprio eixo, sendo alimentado pela raiva, mágoa, dor, frustração... decepção.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Jeito redondo de ser

Detestava quando isso acontecia. Sentava na cama frustrada e acrescentava mais uma peça a crescente pilhas de roupas que já não serviam mais. Se sentia deprimida olhando para cada roupa descartada. Eram atestados de seu aumento de peso. Eram marcas flamejantes de feridas abertas em seu ego ao decorrer dos anos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dicionário


Procurando por palavras no pequeno livro em cima de sua estante, cruza mundos e trava batalhas para da formas ao seu pensar.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Verdes como o mar


Os olhos escureciam. Não conseguia respirar. Não podia sorver oxigênio. As águas poderosas da tristeza e dor me submergiam e já não havia esperança de voltar a superfície  O pouco de claridade que atravessava minha escuridão, permitiu que pudesse ver o céu.