sexta-feira, 21 de junho de 2013

Da imaginação a Fantasia


 ...E as palavras se transformavam em imagens diante de meus olhos. Piscava, piscava e não acreditava no que via. Cores intensas e vividas dançavam ao meu redor. A brisa suave carregava o cheiro da primavera, enquanto envolvia meus cabelos com pequenos grânulos de polem amarelo.


Ao longe podia vislumbrar as águas caindo violentamente sobre pedregulhos. Apesar da força da água, a beleza era inegável. Podia sentir as gotículas de água atingindo meu rosto e lambi os lábios saboreando a água doce e viva.

Atrás de mim, um castelo se erguia. Uma construção grandiosa, cheia de torres, com janelas imensas, se estendia por quase toda a costa da baía. Sorri, nunca imaginei entrar num mundo como aquele.

Entrando na floresta, avistei as criaturas mais belas que poderia existir. Figuras esquias, altivas e de uma beleza espantosa, subitamente soube que eram elfos. Sua altura e leveza no andar, a sabedoria ancestral contida em seu olhar, não deixavam duvidas de quem eram.

Senti as bochechas queimando, quando o mais belo, porém um palmo mais baixo que o mais altivo dos elfos, me olhava. Seus olhos verdes, ressaltados pelas sobrancelhas e cabelos negros fitavam intensamente meu rosto. Desviei o olhar e viu meu reflexo no elmo do cavaleiro elfico. Estava de armadura, mas não lembrava de tê-la vestido.

Voltei a olhar para os elfos, mas não conseguia ouvir o que falavam. Suas vozes sumiam como a brisa suave. O sorriso torto que surgira nos lábios do elfo de cabelos negros se desmanchava ao mesmo tempo que um olhar confuso tomava seu rosto. Eles desapareciam diante de mim...

Uma voz ao longe chamava meu nome. Ouvia, mas não queria ir. Gostaria de permanecer ali. Me agarrei ao belo semblante de olhos verdes e relutei a me virar. Mas um grito de raiva me tirou dali. Abismada olhei a figura em minha frente, falando e falando coisas que eu não entendia. Pisquei até conseguir entender.

Diante de mim, minha mãe bufava de raiva.

- Que droga, Katarina! Será que sempre vou ter que gritar pra chamar sua tenção?!! Você fica aí, enfiadas nesses livros e eu aqui, penando pra arrumar essa casa! Anda, levanta e vai lavar a louça!


Fechei os olhos. Dolorosamente, fechei o livro e voltei a realidade. Queria permanecer ali, encarando os olhos verdes que surgiam em minha imaginação a cada virada de página, fantasiando aqueles olhos queimando em mim!

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Kamila Mendes

1 comentários:

Eilan disse...

Que interessante! Faz a gente viajar mesmo para sua fantasia.

Beijos!!

Eilan

borderline-girl.blogspot.com