domingo, 17 de março de 2013

Um pequeno conto! (Parte XXII)

Você ainda estava sonolenta enquanto seu grifo guardião planava observando o campo de batalha lá em baixo, mas a perspectiva de assistir a Suzana sozinha em um campo de batalha a despertou. Não por inteiro, mas o suficiente para que quisesses se colocar lado a lado de sua salvadora.

“ – Vamos descer! Onde estão minha espada e adagas?! Vamos grifo, desça!”

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Um Pequeno conto (Parte XXI)

Suas mãos, braços e pernas formigam devido à má circulação do sangue. Quem quer que seja que a tenha amarrado se certificou de que as cordas estivessem bem apertadas para que o sangue mal circulasse pelos seus braços. A cabeça dói com um incessante latejar de suas têmporas, os pés estão descalços e gelados. Talvez seja noite, pelo frio que está fazendo, ou o fundo da caverna onde lhe colocaram seja fria, não importa onde nem como, porque a única coisa que a incomoda muito mais que o frio é a escuridão. Você não consegue ver nada, nem sequer sabe se está com os olhos abertos e essa escuridão faz descer sobre seu corpo um sono tão forte que mal consegue se manter acordada.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um Pequeno Conto (Parte XX)

“ – Por Nárnia e Por Aslan!”

Assim como a floresta, os narnianos também responderam ao grito de guerra. Até os animais pequenos, cansados das primeiras batalhas daquele dia, se lançaram contra os calormanos como se tivessem passado todo aquele tempo apenas descansando. A verdade é que, ao som do nome do Grande Leão, todos recobraram a força e a coragem, incluindo você.

O que aconteceu em seguida é difícil de descrever. Espadas se chocando. Animais atacando. O sangue manchava o solo da floresta e as arvores pareciam lutar também. Minotauros jogando calormanos a metros de distancia apenas com a força bruta de seus braços. Os centauros e faunos avançavam entre os soldados. Galhos de arvore envolvendo o tronco de calormanos apavorados e os lançando a quilômetros de distância. Os homens lançados jamais retornariam.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Um pequeno conto! (Parte XIX)

A cavalgada é longa e extenuante. Os cavalos espumam de cansaço e sede e no fundo você se sente mal por forçá-los tanto, mas é uma questão de vida ou morte. Daqui a alguns minutos atingirão a clareira e se encontrarão com os animaizinhos e a vida de todos estará no seu senso de direção, que, eu tenho que admitir, é péssimo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Um Pequeno Conto (Parte XVIII)


Já é dia e os sonhos acabaram. A guerra havia começado e você ainda não sabia de nada o que acontecera na noite passada. Mas sabia de uma coisa, no fundo do seu coração você sabia, que Aslan não os havia abandonado e que os sonhos foram claros demais para serem apenas sonhos. Havia algo por trás deles, mas sua mente se recusava a trabalhar tão cedo. Enquanto lutava para despertar sentiu um peso absurdo sobre seu peito e resmungou:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um Pequeno Conto (Parte XVII)


A noite havia sido mais cansativa do que você imaginava. A discussão dos reis levou horas antes que a guerra fosse de fato declarada: Os ânimos estavam exaltados, mas seu rei tentou a qualquer custo não fazer a guerra. Não é como se Caspian temesse Arãn, ao contrário, o que o jovem rei narniano queria era evitar o derramamento de sangue inocente. Porém, quando um homem quer guerrear apenas por orgulho e soberba não há nada que se possa fazer para trazê-lo a razão.

Você sabia que a preocupação de Caspian era legítima e não estava naqueles que cairiam em campo de batalha, pois estes o farão voluntariamente. Mas no povo, telmarino e narniano, que não pega em armas. No sangue de jovens e crianças, senhores de idade e filhotinhos que ficarão órfãos caso o Tisroc encontre uma brecha na formação de batalha de Nárnia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um pequeno conto! (Parte XVI)

Durante a declaração de guerra duas batalhas aconteceram em Nárnia sem que você, Caspian ou mesmo Arãn tivessem conhecimento. As primeiras vítimas foram feitas em ambos os lados, e uma nova esperança foi convocada pelo próprio Leão!
--------------# # #-------------# # #---------------

Para entender a primeira batalha é preciso conhecer primeiro Mensis, o rapaz que estava escondido na sala e que saiu correndo no momento em que Tisroc Arãn, o rei calormano, desafiou Caspian. Mensis é o primogênito de Balian, rei da Arquelândia, e vive entre os nobres de Nárnia desde o segundo ano do reinado de Caspian. O rapaz permaneceu em Cair Paravel com Trumpkin durante a viagem em busca dos sete fidalgos.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Um pequeno conto! (Parte XV)

“ – Caspian, está na hora. Chega de apresentações e destas conversações sem fundamento. Vamos ao que interessa. Espero que tenha lido com atenção a carta que lhe enviei.”, falou Arãn com certa malícia no olhar.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um Pequeno Conto (Parte XIV)

“As mulheres são espólio dessas vitórias”, afirmou o rei calormano quando vocês o recepcionaram e essa frase continua borbulhando em sua mente.

Após as boas vindas, você Caspian e Suzana conduziram o rei Arãn, juntamente com suas esposas até seus aposentos. O ideal seria que ficassem em acomodações fora das muralhas, mas Caspian preferiu observar o inimigo de perto. Suzana não concordou e fez coro com você, quando em um ímpeto de insubordinação, falou que acomodá-los no castelo seria suicídio. O lado bom? Não havia ninguém na sala, além de você, a Gentil e Caspian, dessa forma, não havia motivo para puni-la, afinal, todos sabem que a insubordinação é punida com prisão! É claro que depende do grau de ofensa feita ao rei.

domingo, 5 de agosto de 2012

Um Pequeno Conto (Parte XIII)

A nuvem de poeira se movimenta em uma velocidade assustadora.

O povo telmarino está agitado, principalmente com o fato de não haver um narniano que seja entre eles. Já surgem boatos de que a ausência de narnianos pode parecer uma ofensa ao rei Arãn e também pode ser um estopim para a guerra, ou que os narnianos não lutarão ao seu lado. Mas todos os nobres, incluindo você, Caspian e Suzana, se mantém firmes em suas posições. Suas feições estão calmas e plácidas, mas seus corações dizem desesperadamente para chamar por Aslan e em silêncio você obedece.

sábado, 14 de julho de 2012

Um pequeno Conto (Parte XII)

“É um lindo pôr-do-Sol, mas eu não estou admirando o espetáculo da natureza. Estou montada em um alazão branco, usando um vestido vermelho com uma armadura por cima, com meu braço estendido as costas para alcançar Fúria das estrelas. O cheiro de sangue impregna o ar e minha espada canta uma canção de vingança e morte. Algo foi tirado de mim e eu vou ter de volta ou não serei mais rainha de Nárnia...”

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um Pequeno Conto (Parte XI)

“ – Uma carta, uma carta endereçada ao Rei de Nárnia, Caspian X, o Navegador!”

Há duas semanas essa frase ressoa em sua mente como se fosse um sino badalando, ou uma dor de cabeça incômoda que jamais passa. Caspian não quis lhe contar o teor do documento, mas pela agitação do exército você tem uma suave desconfiança, quase uma certeza de que a guerra está próxima. Mas mesmo em face de um conflito armado, você não consegue parar de admirar esse homem que consegue se desdobrar em dois para manter o reino em paz:

Você admira o rei que age e fala de forma a aquietar os ânimos do povo e admira igualmente, senão mais, o seu noivo que, diante de você, se porta de forma calma e equilibrada, ainda mantendo aquilo que mais lhe atrai, a leve pretensão, o orgulho iminente a um rei e o jeito simples de ser.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Um Pequeno Conto (Parte X)

“Apesar da chuva que caía torrencialmente, fui atingida em cheio pelo cheiro de sangue que caia sobre o campo. Minha espada, conhecida como a Fúria das Estrelas, estava banhada nesse líquido denso e vermelho e, a cada golpe que eu dava, mais desse fluido jorrava. Na verdade, quando você está em uma batalha não há muito tempo para pensar, você só reage. Quando se está com uma espada na mão, a única coisa em que se pensa é em atacar. Os movimentos se tornam automáticos e você só sente que precisa se defender e proteger aquele que ama.

sábado, 16 de junho de 2012

Um pequeno Conto (Parte IX)

Nos dias que se seguiram àquela conversa, Caspian a apresentou ao mágico mundo dos espadachins e sua reação não poderia ser diferente: você reclama das surras, mas o obedece e a cada dia se apaixona mais ainda por esse rei, que tem mais facetas que um dado e que insiste em lhe ensinar, o que realmente a surpreende, levando em consideração sua tendência a não aprender nada com facilidade.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Um Pequeno Conto! (Parte VIII)

Você está deitada na sua cama relembrando cada pequeno detalhe dessa noite: o momento em que você estava no quarto se arrumando e se admirando no espelho, a expressão de surpresa no rosto de Caspian, a forma como ele rapidamente a tomou nos braços quando você desceu as escadas e o fato de que aquele gesto significava que o Rei estava, delicadamente, mostrando a todos que você era dele. Está bem, você sabe que se essa idéia de “ser dele” é um pouco exagerada, mas, dentro do contexto romântico de sua história, você não tem do que reclamar.

domingo, 3 de junho de 2012

Um Pequeno Conto! (Parte VII)

A festa chegou ao seu auge e o sorriso não abandona mais o rosto de Caspian e toda vez que vocês se olham é como se compartilhassem um segredo. Você sente que está esquecendo alguma coisa, mas não sabe o que é, mas você faria qualquer coisa para não ver aquele sorriso desaparecer, por isso você sempre retribui esse sorriso que é capaz de tirar o fôlego de qualquer uma!

E então você caminha e vai até a Rainha Gentil e pede desculpas pela sua ausência. Fazendo valer o título dado por Aslan, Suzana se mantém sempre alegre e educada e não julgou sua ausência como um desrespeito. Você a observa cumprimentando a todos e se sente um pouco tola por simplesmente não saber se movimentar nos círculos do poder como ela.

domingo, 20 de maio de 2012

Pequeno Conto (Parte VI)


Um suspiro longo tira a disposição do seu rei e o olhar dele se perde em meio a multidão de dançarinos e quando ele começa a falar sua voz é uma mistura de dor, dúvida e hesitação.

“– Não quero que você pense que fui responsável por isso! Eu não pedi, nem procurei. Tão pouco tenho motivos para ter de me explicar. Mas, de alguma forma,  os antigos reis souberam e dizem as más línguas que eles virão ao baile. Mas até agora não há razão para acreditar que eles tenham voltado a Nárnia. Talvez seja só um blefe daqueles que não aprovam meu casamento com uma mulher que não seja narniana!”

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pequeno Conto (Parte V)


Você está andando ansiosa pelo quarto enquanto os ajudantes do alfaiate pessoal do rei depositam suas roupas do baile em sua cama. Sua missão desse início de noite é experimentar a roupa do baile sem reclamar! Missão impossível para você com todos aqueles alfinetes e agulhas te espetando, como aconteceu da última vez.

Mas, na realidade, não é bem a prova de roupa que te preocupa, mas o fato de que Caspian agora sabe como convencer você a mudar de assunto. Apesar do beijo ter sido muito mais do que você sonhou, as dúvidas permaneceram. Você ainda luta com seu travesseiro a noite por não saber ao certo o que Caspian quis dizer com “- as diferenças entre vocês são tão profundas...” e chega! Você não gosta nem de lembrar da conversa antes do primeiro beijo. 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Um Pequeno Conto (parte IV)

A festa é hoje e você está se arrumando! Cada gesto que faz parece demorar um século e nada parece estar no lugar, incluindo você! O dia foi cheio de preparativos e a semana foi um tanto cansativa. Todos os exercícios e as lições abordavam o bom comportamento na corte e para você isso queria dizer que era um esforço desesperado de seus tutores lhe deixarem apresentável para esse dia e você prometeu a si mesma que, acontecesse o que fosse não iria decepcionar Caspian. Acontece que a cada passo que dá você se sente observada e a cada dia você pensa que pode estar à beira de uma esquizofrenia!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Um Pequeno Conto (parte III)


"- Dizem que o medo da coisa aumenta a influência dela sobre nós. Talvez seja isso que aconteça comigo toda vez que me olho no espelho e lembro-me dos sussurros nos corredores do castelo. Sinto medo e um frio na barriga, começo a tremer. Talvez seja ciúme, mas o medo de sua presença constante nas lembranças do povo me assusta!”. Esse é o pensamento que atravessa sua mente enquanto você segue em direção ao seu primeiro baile real. Caspian teve a idéia de apresentá-la aos seus servos mais importantes e aos senhores das terras que constituem seu reino e para isso, segundo ele, nada melhor que um baile.