segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sorria ao lembrar...

“Sabe o que é engraçado? Eu já te amei, e hoje isso não faz nenhuma diferença em minha vida.”

- Autor Desconhecido.


Samantha sorriu ao ler essa frase na sua dash do Tumblr. Sorria ao imaginar que não era  a única a passar por momentos em que a vida parece girar na orbita de uma pessoa e, tempos depois, essa pessoa se torna um mero satélite sem luz própria e, diferente da Lua, sem nenhuma influência em sua vida.

Reblogou aquela frase porque, justamente hoje, ela é real em sua vida. Foram-se embora os dias de lágrimas e soluços sufocados contra o travesseiro por conta de Jon e, cara, como ela sofreu por ele. Mas, ao olhar pra trás percebia que não havia motivo pra sofrer. Qual a real influência de Jon em sua vida? Nenhuma, além de lembranças desagradáveis e lágrimas desnecessárias.

De fato, depois de meses, só veio pensar em Jon ao ler essa frase. Como pode, pessoas que nunca me conheceram descreverem tão bem momentos da minha vida? Continuou a sorrir ao rolar a dash e reblogar as fotos de seus atores prediletos e ainda pensando como sua vida estava melhor sem ele.

Os dias eram mais claros. Não havia ansiedade da espera ininterrupta de uma briga fútil e tola. Não haviam lágrimas por conta e um mal entendido gerado apenas pelo mau humor dele. Já não sentia a obrigação de criar frases românticas pra provar o que sentia, porque, afinal, já não sentia mais nada.

Agora a vida era leve, brilhante e com promessas de relacionamentos melhores. E Samantha, bem, ela já não ansiava ardentemente por um relacionamento. Se acontecesse de se apaixonar e ser correspondida, aproveitaria o momento. Caso contrário, pensava ela, ser solteira é tão bom, tão libertador, tão eu!

OBSO texto foi escrito por mim e é proibido seu uso ou cópia integral, ou de fragmentos, sem a autorização da autora. O mesmo vale para todo e qualquer conteúdo deste blog que seja de minha autoria. Sua cópia ou uso sem autorização é qualificado como plágio, sendo configurado como crime previsto no Código Penal. O infrator está sujeito as punições previstas no Art. 184 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40

Kamila Mendes

1 comentários:

Fran Borges disse...

Oi Kamila, muito verdadeiro seu textos, quantas vezes choramos e sofremos por algo que às vezes a melhor coisa que aconteceu foi ter ido embora.

Beijos

http://poesiasprosasealgomais.blogspot.com.br/