domingo, 1 de julho de 2012

Enfim!


... E ele me abraçou, senti o mundo rodando até sumir. Fui invadida por uma ternura ingênua e uma vontade de jamais sair do lugar...o lugar ao qual pertenço.  Aconcheguei meu rosto em seu ombro. Senti minhas bochechas queimarem e arderem a medida que o sangue pulsava com mais força. Um sorriso foi se abrindo nos meus lábios. Escondi o rosto para que não visse a lágrima tola, pendente em meus cílios.

Sorri e sussurrei, “esperei tanto por isso”. Seus braços me prenderam com mais força, como se fossem duas correntes douradas de afeto. Me senti protegida, amada. Respirei seu perfume, só para ter a certeza de que estava gravado em mim. Queria me prender naquele momento por toda minha vida.

Senti seu queixo repousar no topo de minha cabeça. Senti seu peito se encher com o ar que sorvia enquanto absorvia o perfume de meus cabelos (ainda bem que havia vencido a preguça e tomado uma boa duxa antes de ir ao salão =}). Aquela sensação era única: pertencer a alguém, se sentir parte de algo maior. Alguém que não queria me usar, que não se sentia meu dono e que queria minha felicidade, mas do que a sua. Que me queria para sempre ao seu lado, como sua companheira, amiga, mulher, princesa, sua donzela.

Fechei meus olhos e a lágrima escapou. Sorri ao pensar que aquele era apenas o pirmeiro de muitos abraços que viriam. Ainda coma acbaeça escondida em seu peito, beijei sua camisa da forma mais carinhosa.Seu corpo tremeu e seus braços se estreitaram ainda mais ao meu redor. Afundei meu rosto mais ainda, como se ambos estivessem tentando absorver um ao outro. Era um pedido de desculpas, silencioso e suave, como ele sempre fora.

Levantei o rosto. Com um dedo suave ele enxugou a lágrima teimosa de alegria que trilhava um caminho através de minha maquiagem. Admirou-a em seu indicador, me olhou de forma firme e disse: “que essa seja a última lágrima que você derrame por mim, mas se houverem outras, me perdoe, vou tentar te fazer a mulher mais feliz do mundo, ou então, chegar o mais perto disso o possível!”

Sorri, senti uma felicidade explosiva envolver meu peito. Quis beijá-lo, mas sabia que ainda não era a hora. Ele pôs as mãos nas costas de meu vestido e ali ela repousou. Admirei o arco dourado e talhaado com desenhos de flores que ele acabara de depositar em meu dedo anelar. (Era um sonho, só podia ser um sonho). Nos viramos e, enfim, o reverendo proferiu as tão sonhadas palavras. “Pode beijar a noiva!”

OBS: O texto foi escrito por mim e é proibido seu uso ou cópia integral, ou de fragmentos, sem a autorização da autora. O mesmo vale para todo e qualquer conteúdo deste blog que seja de minha autoria. Sua cópia ou uso sem autorização é qualificado como plágio, sendo configurado como crime previsto no Código Penal. O infrator está sujeito as punições previstas no Art. 184 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40.

Kamila Mendes

2 comentários:

Quézia Moura disse...

Ohhh, Kami!! ISSO FOI LINDO!! ESSE TEXTO É LINDO!! =D ... Ele parece parte de uma história linda, maravilhosa... Amei, mesmo!!... Parabéns, jamais vou me cansar de dizer que você é uma escritora incrível!! =D

Matheus Gaudard disse...

Amei o texto Kami! Lindo lindo lindo... Parabéns! E estou com a Quézia: você é uma escritora incrível.

;)
http://matheusgaudard14.blogspot.com/