quarta-feira, 6 de março de 2013

Segunda-feira...o dia em que meu coração parou


Noite clara com céu estrelado, tão bela e plácida que chega a ser um insulto a minha dor. Minha alma abatida e trêmula se derrama diante de ti em palavras doídas, mas cheias de amor.

Tive que escolher, meu amor. Fui obrigada a fazê-lo. Mas sempre guardarei em meus sonhos o dia em que o conheci. Ei de viver cada instante como se fosse a primeira vez e jamais a última. Pois ao pensar em ti, não vejo um fim e sim um começo...um começo que jamais terei.


Recordo das flores e das lágrimas que derramei aquele dia. Não sabia que ali, diante de mim, estava aquele que dominaria meus sentimentos e que assistiria, de mãos atadas, a minha liberdade ser cerceada.

Vi teu sorriso brilhar enquanto montava seu corcel negro. Da janela, essa mesma janela que recebe as lágrimas dessa dor, assisti seus cabelos negros esvoaçarem e vi quando o brilho de seus olhos tocou os mesmos e minha esperança floresceu.

Guardarei com todo amor os dias em que passei ao teu lado. Mesmo quando, na escuridão da noite, ele vier ter comigo. Isso mesmo, meu amor. O contrato foi assinado. Parto amanhã com o despertar da aurora. Serei senhora em uma terra estranha, sobre um povo arredio, e esposa de um homem que odeio. Mas meu coração é seu...

Melhor assim, anjo meu. Melhor sofrer por toda vida do que amargar a morte tua. Ei de viver meus dias relembrando a esperança que fizeste florescer em meu ser. E, por mais que me doa, desejo que sejas feliz. Que encontre alguém sem as obrigações da realeza que seja tua e de mais ninguém.

Termino aqui meu lamento, pedindo de ti perdão. Não se lembre de mim com amargor na alma, porém não me esqueça. Mas viva sua vida sabendo que antes de sonhar com riquezas, terras ou títulos, sonhei em ser tua mulher, mãe de seus filhos e por mais nada ansiei.

Amo-te!

De sua Bella d’La Font


Carta escrita em meados do século XVIII.

OBSO texto foi escrito por mim e é proibido seu uso ou cópia integral, ou de fragmentos, sem a autorização da autora. O mesmo vale para todo e qualquer conteúdo deste blog que seja de minha autoria. Sua cópia ou uso sem autorização é qualificado como plágio, sendo configurado como crime previsto no Código Penal. O infrator está sujeito as punições previstas no Art. 184 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40

Kamila Mendes

2 comentários:

S.R. disse...

NOSSA! Se isso essa carta existiu mesmo, eles tiveram uma história muito triste.
Seria normal um coração parar ao ler estas palavras. lindo.

soltandoparagrafos.blogspot.com

Mylla Stefany disse...

Ops, perai, essa carta foi você que inventou, certo? Adorei a carta, bem emocionante, esse é o meu texto favorito *--*

Káh, eu estou organizando as colunas do blog e depois eu te passo (provavelmente vou te passar no sábado). Gostaria de saber se você tem alguma ideia para o blog, em relação as colunas.

Beijokas flor!
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