sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

The Words - encantador


Uma vida em três histórias. O que você faria se tivesse a oportunidade de contar sua vida e dar a ela um desfecho diferente do real? Esse é o plano de fundo, bem simplificado, é claro, de The Words.

Dennis Quaid está excelente no papel de escritor que apresenta a um auditório, repleto de seus fãs, sua nova obra The Words. O filme começa com o personagem de Dennis narrando a história de seu personagem central, Rory Jensen, um jovem escritor com sonhos de criar um best seller que vê um livro no qual trabalhou por três anos, sendo rejeitado por todas as editoras.


Rory se sente um fracasso, até que, por obra do destino, encontra um livro escrito durante a Segunda Guerra. Esse livro conta a história de um jovem soldado que se casa e perde a filha durante o pós-guerra.
Rory então se sente intimidado, pois sente que nunca vai escrever como aquele autor desconhecido e simplesmente transcreve a história para seu laptop. Daí em diante, o personagem é levado pela maré da vida até que se vê frente a frente com o autor da história, chamado apenas de The old man (brilhantemente interpretado por Jeremy Irons).

Vemos, então, um jovem escritor que cometeu o crime de plágio sendo confrontado por um passado que não lhe pertence e por sua própria consciência.

Bom, se eu falar mais a respeito do filme estrago a surpresa de todos. Mas agora vou fazer o que mais gosto de fazer: falar de Ben Barnes, meu marido

Ben Barnes

Vemos Ben Barnes poucos minutos em cena, mas o suficiente pra avaliar seu amadurecimento como ator. Barnes interpreta de forma maestral The young man, personagem de Jeremy Irons aos 18 anos, durante a Segunda Guerra.

Ben vai de um jovem soldado ingênuo, caipira do interior de New Jersey, que acaba servindo na França e lá conhece o amor de sua vida. Ele encena as cenas mais românticas e tocantes do filme. Tenho que falar que quase chorei quando o vi chorando a morte da filha.

O personagem de Barnes também passa por uma significativa mudança no decorrer do filme: de um jovem cheio de sonhos e expectativas, ele se torna um homem soturno, vazio, amargo e decepcionado com a vida. Um eco do passado do personagem de Jeremy Irons. Diga-se de passagem, Ben realmente poderia se tornar o Jeremy ao envelhecer. Há uma incrível semelhança física entre os dois.

Posso dizer que já não vi mais jovem ator inseguro, e até caricata, na tela. O que vi foi um homem maduro, capaz de interpretar um personagem de poucas palavras, cujas mudanças são vistas através de expressões físicas e faciais. Algo extremamente dificil de fazer: demonstrar as mudanças de um homem que sofre sem dizer uma palavra, exige muito do emocional e talento de um ator e Ben conseguiu isso de forma simples e sutil.

Espero que o cinema americano aposte mais fichas no nosso Ben, que se supera a cada dia com simplicidade e humildade.

Indico The Words a todos, que assim como eu, sonham se tornar autores lidos e para os fãs de Bradley Cooper, que dá vida e sonhos, sentimentos e conflitos, ao personagem Rory Jensen, de Ben Barnes (*-*) e aos fãs de bons filmes que não precisam de finais claros, mas nos fazem pensar em como guiamos nossas vidas...Beijos e até algum outro artigo.

Sugestões são bem vindas  >.<

OBS: O texto foi escrito por mim e é proibido seu uso ou cópia integral, ou de fragmentos, sem a autorização da autora. O mesmo vale para todo e qualquer conteúdo deste blog que seja de minha autoria. Sua cópia ou uso sem autorização é qualificado como plágio, sendo configurado como crime previsto no Código Penal. O infrator está sujeito as punições previstas no Art. 184 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40

Kamila Mendes

6 comentários:

Dri disse...

Kami arrazou, to doida pra ver agora, finalmente eu entendi o q conta a história, é um escritor contando a história de um escritor q rouba a escrita de um homem LOL

Mylla Stefany disse...

Nossa, nunca ouvi falar desse filme e nem desse ator (estou me sentindo desinformada, haha). Vou procurar saber mais sobre o assunto.

Beijokas fofa :*
Blog da Mylloka

Rosa Mattos disse...

Assisti esse filme ontem e realmente é muito bom, do tipo que nos põe pra pensar. O enredo não deixa de ser um clichê "somos responsáveis por nossas escolhas e temos que conviver com elas", ainda assim achei interessante pela forma como se desenrola, histórias escritas dentro de outra história.

Excelente dica e postagem. Recomendo!

bjs

Tiozão das Batidas disse...

Orgulhosamente programei uma 'chamada' para este ótimo artigo no site agregador de conteúdo dos Blogueiros do Brasil (( http://omelhordos.blogueirosdobrasil.com/ )).

Será publicado em 18/12/12 , no decorrer do dia.

IMPORTANTE : As visitas aparecerão no
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similares como originadas na URL
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Abraços cordiais.

Kamila Mendes disse...

muito obrigada! Vou visitar e divulgar ^^

Evy Turner disse...

Em primeiro lugar: eu só quis ler e comentar sua resenha após ver o filme, por isso que demorei tanto pra comentar rs.
Quando fui ver 'As Palavras' tentei esquecer que fiquei tão interessada no filme simplesmente por ser mais um filme em que o Ben aparece, deixei de lado meu fanatismo pelo Ben e tentei avaliar através de criticas e da sinopse se realmente o filme valia a ida ao cinema...tudo indicava que sim. ^^
Então fui assisti-lo apenas esperando por uma boa história e por boas interpretações do elenco. Vale destacar as interpretações do Brandley Cooper(realmente eu senti toda a angustia dele sobre o fato de ter encontrado esse manuscrito perdido e o que ele faria com eles), e do magnífico Jeremy Irons, pois sou acostumada a ver toda sua onipotência como o Papa Bórgia, e vê-lo interpretar esse personagem debilitado e injustiçado foi muito interessante.
‘As Palavras’ é uma ótima história sobre plágio e que tem ótimas citações ^^
Concordo com vc sobre a interpretação do Ben (“Um menino bobo com um sorriso bobo” rs), consegui sentir todo o drama e ansiedade de seu personagem enqnto escrevia o livro.
Ben brincando com o bebê...os ovários das benáticas não aguentam tanta fofura..kkkk