Sentada,
no ônibus lotado, com o joelho latejando e suando em bicas, me deparo com uma
cena inusitada para uma terra de machões, desprovidos de sentimentos, em que
qualquer ato de gentileza, ou expressão de emoção, é tido como motivo de
chacota: um homem do tipo machão ogro, (daqueles de quem não se espera nada,
além de atos como cuspir na rua e coçar as partes intimas em público) em pé no
ônibus, segurando apenas com uma mão e com a outra segurando um livro.







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